Familiares de uma idosa, de 105 anos, moradora do bairro Gutierrez, na Região Oeste de Belo Horizonte, precisaram contratar uma ambulância particular para levá-la para fazer prova de vida em uma agência do Banco do Brasil nesta terça-feira (29).
O valor cobrado pelo serviço particular foi de R$ 450.
Lindomar Silva Duarte é pensionista e recebe mensalmente o valor deixado pelo marido falecido, que trabalhou durante anos como fiscal da Receita Federal. Segundo o neto, Rodrigo Duarte, a pensão é usada para pagar o salário da cuidadora e outros gastos com medicação.
“De dois anos pra cá, ela começou a fazer prova de vida de um jeito mais específico e burocrático”, contou Rodrigo ao g1.
‘É o fim da picada’
Ele disse também que a família já teve outro problema com o benefício em 2022, mas que a situação foi resolvida por videochamada. Na ocasião, uma das filhas da idosa não conseguiu fazer o recadastramento no período exigido, e o recurso ficou suspenso por alguns meses.
Mas desta vez, não houve uma solução tão rápida. Rodrigo afirmou que os netos até tentaram buscar outras formas de realizar a prova de vida, que não presencial, mas o trabalho que teriam para fazer o procedimento seria tanto que atrasaria o pagamento do benefício, por isso, optaram pela ambulância.
“Sabemos de todos os trâmites necessários para fazer a prova de vida pelo INSS, ou por biometria no Banco do Brasil, mas todos esses processos foram muito burocráticos. Precisávamos do salário de novo para arcar com as despesas em casa, por isso, tivemos que optar por uma ambulância particular” relembrou o neto.
Ele afirmou, ainda, que ao chegar na agência – que fica no bairro de Lourdes, Região Centro Sul – não ficaram nem um minuto aguardando. O procedimento durou, segundo Rodrigo, cerca de 15 segundos.
“O problema maior é essa burocracia da instituição que impede que seja feita [a prova de vida] por videochamada ou visita em casa. É o fim da picada”, contou. O g1 procurou o Banco do Brasil para saber sobre quais as formas de prova de vida para idosos com dificuldade de locomoção e aguarda retorno.
Fonte: g1








