O administrador Cleydson Cardoso, responsável pelo atropelamento do corredor Emerson Silva Pinheiro na manhã do último sábado (16), se recusou a fazer o exame toxicológico oferecido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) após o acidente, conforme apurado pelo bahia.ba.
Apesar da recusa de Cleydson em fazer o toxicológico, a investigação considera que o filho da vereadora Débora Santana (PDT) estava mesmo alcoolizado no momento do atropelamento, com base no relato de integrantes da 41ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), que abordaram o motorista minutos depois do acidente que vitimou Emerson.
Naquela manhã de sábado, os policiais tentaram fazer com que Cleydson soprasse o bafômetro. Porém, atrapalhado, o filho da vereadora não conseguiu soprar corretamente o equipamento, evitando a colheita da prova. Mesmo assim, o motorista foi enviado pela 41ª CIPM à Delegacia de Flagrantes, por apresentar sinais de embriaguez, como dificuldade para andar e falar.
Mesmo com essas informações passadas pela Polícia, a vereadora Débora Santana negou que seu filho estivesse embriagado no momento do acidente. No pedido para soltar Cleydson, seus advogados chegaram a afirmar que ele precisa de tratamento médico-psiquiátrico.
No domingo (17), porém, a prisão em flagrante se converteu em preventiva. Para o juiz Marcus Vinicius da Costa Paiva, deixar Cleydson em liberdade poderia representar um risco para toda a sociedade.
“A liberdade do custodiado, neste contexto, colocaria em risco a segurança da coletividade, pois sua conduta revela uma personalidade indiferente às normas mais básicas de convivência social e de trânsito”, diz um trecho da decisão da Justiça.










