O mercado imobiliário de Salvador encerrou o ano de 2025 com um ritmo de valorização expressivo no setor de locação. Segundo os dados mais recentes do Índice FipeZAP, a capital baiana registrou uma alta acumulada de 12,38% nos preços dos aluguéis ao longo do ano. O avanço soteropolitano superou com folga a média nacional, que foi de 9,44% , e ficou muito acima da inflação oficial medida pelo IPCA/IBGE, que fechou o período em 4,26%.
Apenas no mês de dezembro, Salvador apresentou uma elevação de 1,06% nos preços. O movimento local acompanhou a tendência de “aumento médio liderado por imóveis de quatro ou mais dormitórios”, conforme destaca a análise técnica da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Na capital, o preço médio do metro quadrado para locação atingiu a marca de R$ 51,51.
A disparidade entre os bairros da cidade, no entanto, é marcante. Enquanto áreas nobres como a Barra registraram valorizações anuais impressionantes de 22% , com o metro quadrado chegando a R$ 72,8 , outras regiões tradicionais como o Imbuí viram os preços recuarem 5,8% no mesmo período. Bairros como a Graça (+16,8%) e a Pituba (+14,5%) também se mantiveram como polos de forte demanda e valorização.
Para quem investe em imóveis, o cenário em Salvador continua promissor. O rental yield (rentabilidade do aluguel) na cidade fechou o ano em 7,12% ao ano , superando a média das 22 capitais monitoradas, que foi de 5,96%. De acordo com a Fipe, esse índice “capta de forma mais dinâmica a evolução da oferta e da demanda por moradia ao longo do tempo”.
Contudo, o balanço nacional sugere cautela. Embora os preços continuem subindo acima da inflação, houve uma “desaceleração em relação aos três anos precedentes” no cenário brasileiro. Em Salvador, a alta de 12,38% em 2025 ainda é robusta, mas o mercado observa atentamente como o bolso do consumidor soteropolitano, com renda média domiciliar de R$ 4.828, absorverá esses reajustes em 2026.
O relatório ressalta ainda que os dados consideram anúncios de novos aluguéis, e não contratos já vigentes. “Como resultado, o índice capta de forma mais dinâmica a evolução da oferta e da demanda por moradia ao longo do tempo”, destaca a Fipe.










