{"id":3497,"date":"2023-08-28T11:37:40","date_gmt":"2023-08-28T14:37:40","guid":{"rendered":"https:\/\/pitubaemfoco.com.br\/?p=3497"},"modified":"2023-08-28T11:37:42","modified_gmt":"2023-08-28T14:37:42","slug":"marighella-revela-encontro-secreto-com-bruno-reis-e-reforca-defende-secretaria-voltada-para-cultura-em-salvador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pitubaemfoco.com.br\/index.php\/2023\/08\/28\/marighella-revela-encontro-secreto-com-bruno-reis-e-reforca-defende-secretaria-voltada-para-cultura-em-salvador\/","title":{"rendered":"Marighella revela encontro &#8220;secreto&#8221; com Bruno Reis e refor\u00e7a defende secretaria voltada para Cultura em Salvador"},"content":{"rendered":"\n<p>Licenciada do mandato de vereadora de Salvador e atuando na dire\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes (Funarte) desde fevereiro deste ano, Maria Marighella (PT) concedeu entrevista ao Bahia Not\u00edcias na \u00faltima sexta-feira (25) e fez um balan\u00e7o das a\u00e7\u00f5es do \u00f3rg\u00e3o. Durante o bate-papo, ela comentou o cen\u00e1rio encontrado na Funarte ap\u00f3s a gest\u00e3o de Jair Bolsonaro e projetou o futuro na \u00e1rea das artes. Al\u00e9m disso, Marighella falou sobre as elei\u00e7\u00f5es de 2024 que est\u00e3o no horizonte e alfinetou o prefeito da capital baiana, Bruno Reis, ao refor\u00e7ar a necessidade de ter uma pasta com dedica\u00e7\u00e3o ao setor cultural em Salvador.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nunca contei isso numa entrevista, o prefeito me recebeu pessoalmente, um encontro bem reservado e n\u00f3s pudemos falar muito de cultura, foi uma reuni\u00e3o muito longa, foi articulada pelo l\u00edder do Partido dos Trabalhadores na C\u00e2mara a \u00e9poca.\u00a0O pr\u00f3prio prefeito pediu para me conhecer. E foi uma conversa muito longa, que n\u00f3s falamos muito da cultura, porque \u00e9 inadmiss\u00edvel que Salvador com seu potencial cultural n\u00e3o tenha at\u00e9 hoje uma Secretaria de Cultura. Ent\u00e3o \u00e9 algo que \u00e9 muito sintom\u00e1tico da n\u00e3o vis\u00e3o estrat\u00e9gica, da cultura como um lugar de emancipa\u00e7\u00e3o. Eu tenho muita preocupa\u00e7\u00e3o como a cidade de Salvador l\u00ea a sua pol\u00edtica p\u00fablica de cultura&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ent\u00e3o n\u00f3s temos uma secretaria de Cultura e Turismo que muitas vezes executa\u00a0or\u00e7amentos que s\u00e3o muitas vezes para o turismo e o turismo \u00e0s vezes \u00e9 empreendimento de orla. Eu sou vereadora de Salvador, estou licenciada, ent\u00e3o pude acompanhar isso muito de perto, o plano municipal de Salvador que n\u00f3s aprovamos, n\u00e3o faz uma previs\u00e3o, por exemplo, or\u00e7ament\u00e1ria, amplia\u00e7\u00e3o de or\u00e7amento. Ent\u00e3o, quando finalmente algu\u00e9m da cultura assume a cultura, isso \u00e9 um avan\u00e7o&#8221;, acrescentou.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 tem quase oito meses \u00e0 frente da Funarte, qual cen\u00e1rio voc\u00ea encontrou ao chegar na Funarte e qual panorama projeta daqui pra frente?<\/p>\n\n\n\n<p>A Funarte \u00e9 a autarquia, ou seja, a unidade vinculada no sistema Minc&nbsp;respons\u00e1vel pelas pol\u00edticas p\u00fablicas para as artes. Completar\u00e1 50 anos em 2025 e no contexto do sistema tem que responder as pol\u00edticas para as artes naquele sentido mais estrito, do circo, da dan\u00e7a, da m\u00fasica, das artes visuais, do teatro. Ent\u00e3o quando a ministra me convida, ela me deu uma tarefa muito clara, muito n\u00edtida, que \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 de recuperar esse conjunto de pol\u00edticas, os projetos, os programas, as iniciativas, mas n\u00f3s pegamos uma Funda\u00e7\u00e3o num projeto de pa\u00eds que atacou artistas. Perseguiu, atacou, censurou, isso n\u00e3o \u00e9 qualquer coisa. Quando voc\u00ea entra na institui\u00e7\u00e3o, voc\u00ea sente o tra\u00e7o e a marca dessa pol\u00edtica de persegui\u00e7\u00e3o, isso estava tamb\u00e9m por dentro da institui\u00e7\u00e3o. Uma institui\u00e7\u00e3o t\u00e3o importante pra vida p\u00fablica do pa\u00eds n\u00e3o podia estar nesse lugar. Claro que o primeiro momento \u00e9 de recupera\u00e7\u00e3o institucional. Ent\u00e3o, recuperar a rela\u00e7\u00e3o com os servidores, rela\u00e7\u00e3o com as artes, com os artistas, recuperar as pol\u00edticas. Pouca gente sabe, mas 70% de tudo que tramita na Lei Rouanet \u00e9 Funarte e foi de dentro que o Festival Internacional do Cap\u00e3o por exemplo foi censurado. A gente teve que fazer uma recupera\u00e7\u00e3o desse&nbsp;<em>locus<\/em>, desse espa\u00e7o. Segundo ponto, \u00e9 que quando o Minist\u00e9rio da Cultura retoma, ele volta a partir do decreto do presidente Lula, ele volta com duas atribui\u00e7\u00f5es principais: primeira \u00e9 a coopera\u00e7\u00e3o, compromisso com a pol\u00edtica nacional de cultura, mas pela primeira vez na hist\u00f3ria do Minist\u00e9rio da Cultura o minist\u00e9rio tem responsabilidade com constru\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica nacional das artes. E isso d\u00e1 a Funarte um sentido e um sentimento de mais responsabilidade. Tudo que o Minist\u00e9rio faz precisa desse olhar para o campo das artes. Vou dar um exemplo. Ent\u00e3o o presidente Lula logo em mar\u00e7o n\u00f3s tomamos posse em mar\u00e7o e ainda em mar\u00e7o Lula assina o novo decreto do fomento que reposiciona o investimento e come\u00e7a ali um e ele demonstra que o fomento no Brasil n\u00e3o pode ser s\u00f3 atrav\u00e9s de ren\u00fancia ou que tem ali a gente a gente come\u00e7a a perceber um olhar sistema de financiamento cultura extremamente importante. Quando voc\u00ea fala de uma pol\u00edtica p\u00fablica, toda pol\u00edtica p\u00fablica precisa de uma fonte or\u00e7ament\u00e1ria e de investimento segura e n\u00e3o ininterrupta que um dia tem, outro n\u00e3o tem. Depois a regulamenta\u00e7\u00e3o da lei Paulo Gustavo, uma vit\u00f3ria de todo seguimento, 70% desse investimento \u00e9 para o audiovisual, porque esse recurso vem do setorial do audiovisual, mas 30% disso \u00e9 pro conjunto da cultura no geral, mas boa parte disso \u00e9 do campo das artes. Uma pol\u00edtica pra ser nacional precisa ter escala e voc\u00ea s\u00f3 d\u00e1 escalas pol\u00edticas numa rela\u00e7\u00e3o institucional segura, organizada, com bons arranjos institucionais. Essa tamb\u00e9m \u00e9 uma ideia de estar presente junto ao F\u00f3rum de Secret\u00e1rios Estaduais e Municipais, aderir a ideia de que munic\u00edpios com menos de 50 mil habitantes tamb\u00e9m est\u00e3o se organizando pra ter presen\u00e7a numa constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica p\u00fablica. Depois a retomada da participa\u00e7\u00e3o, voltamos a ter o a CNIC, que \u00e9 o Conselho Nacional de Incentivo \u00e0 Cultura, a presen\u00e7a de fazedores e realizadores dentro do Conselho Nacional de Incentivo, voltar o CNPC, que \u00e9 o Conselho Nacional de Pol\u00edticas Culturais, defender a volta dos conselhos setoriais e com isso dos conselhos das artes, participar da chamada da quarta confer\u00eancia, ent\u00e3o o terceiro eixo \u00e9 a defesa inegoci\u00e1vel da participa\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo, reconhecendo que os agentes de cultura, os agentes das artes s\u00e3o meio pelo qual a &nbsp;pol\u00edtica se manifesta. Mas agora tamb\u00e9m \u00e9 hora de entregar, e a gente faz um primeiro conjunto de entregas em um or\u00e7amento hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p>Trazendo para a realidade da Bahia, como tem sido o olhar da Funarte aqui no Estado?<\/p>\n\n\n\n<p>A Funarte lan\u00e7a esse conjunto de de mecanismos, de a\u00e7\u00f5es, de linhas de fomento. A Funarte retomada significa dizer que ela precisa colocar diretrizes na vida p\u00fablica, na vida do pa\u00eds de promo\u00e7\u00f5es de pol\u00edticas p\u00fablicas e lan\u00e7a editais setoriais, que s\u00e3o retomadas para as linguagens. Um projeto de mestres e mestras da cena, um programa de mobilidade art\u00edstica e um que formulado na Bahia, que s\u00e3o a\u00e7\u00f5es continuadas. Ent\u00e3o, n\u00f3s emprestamos uma hist\u00f3ria da Bahia, com o reconhecimento de que algumas a\u00e7\u00f5es na Cultura n\u00e3o podem se realizar por projeto, mas elas s\u00e3o continuadas. Como exemplo, espa\u00e7os culturais, grupos e coletivos art\u00edsticos e os eventos calendarizados, temos festivais que s\u00e3o a\u00e7\u00f5es continuadas. Esse conjunto junto de iniciativas tomam como refer\u00eancia a Bahia naquilo que j\u00e1 construiu e \u00e9 \u00f3bvio que ser a primeira presidenta da institui\u00e7\u00e3o, n\u00f3s temos hoje a diretoria mais feminina da hist\u00f3ria da institui\u00e7\u00e3o, n\u00f3s temos uma diretoria colegiada com equidade de g\u00eanero, com equidade racial, a primeira dirigente ind\u00edgena. Ent\u00e3o esse \u00e9 um marco e obviamente o Nordeste protagonizando, dirigindo uma institui\u00e7\u00e3o dessa natureza tradicionalmente dirigida por sudestinos. Mais do que o que a Bahia vai ganhar com isso, a Bahia deve empunhar a bandeira de que uma pol\u00edtica precisa radicalmente ser descentralizada. N\u00f3s precisamos chegar em todo o Brasil. N\u00f3s n\u00e3o podemos mais concordar com uma pol\u00edtica concentradora que s\u00f3 chega ao Sudeste do pa\u00eds, aos centros, as capitais do Sudeste, aos centros das capitais porque tem muita desigualdade dentro dos munic\u00edpios, dentro tamb\u00e9m da regi\u00e3o Sudeste e os nossos mecanismos j\u00e1 s\u00e3o lan\u00e7ados primeiro com divis\u00e3o regional, ent\u00e3o n\u00f3s n\u00e3o temos ainda uma divis\u00e3o por Estado mas n\u00f3s temos uma divis\u00e3o regional para essas premia\u00e7\u00f5es. O Nordeste \u00e9 a segunda regi\u00e3o de investimento, com 31% dos investimentos. Esses pr\u00eamios tamb\u00e9m trazem uma formula\u00e7\u00e3o muito nossa de reserva de vagas, ent\u00e3o do mesmo jeito que a Uneb foi a primeira universidade p\u00fablica a fazer a Funarte tamb\u00e9m uma pol\u00edtica afirmativa. Os nossos mecanismos hoje destinam 20% dos investimentos para as produ\u00e7\u00f5es com propon\u00eancia de negros e negras, 10% de propon\u00eancia para pessoas ind\u00edgenas, 10% para aquelas equipes que tem seus proponentes ou pessoas com defici\u00eancia. Temos nesses projetos tamb\u00e9m uma orienta\u00e7\u00e3o de promo\u00e7\u00e3o de igualdade de g\u00eanero e fazendo equidade entre homens e mulheres, mas tamb\u00e9m numa ideia importante de trazer a popula\u00e7\u00e3o trans como uma dimens\u00e3o de empregabilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como gestora do setor cultura, qual avalia\u00e7\u00e3o faz do modelo aprovado com a Lei Paulo Gustavo e dos recursos empenhados?<\/p>\n\n\n\n<p>Eu acho que n\u00f3s temos a lei mais completa que a gente pode entregar at\u00e9 aqui. A lei Paulo Gustavo ainda \u00e9 uma lei emergencial, ent\u00e3o n\u00f3s tivemos a primeira experi\u00eancia que foi a Aldir Blanc, foi uma lei feita numa temporalidade da pandemia, ent\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil, muito singular, her\u00f3ico, digamos assim, que a gente conseguiu segurar o or\u00e7amento ali da cultura e a pol\u00edtica num momento muito dif\u00edcil. Essa execu\u00e7\u00e3o j\u00e1 nos mostrou algumas quest\u00f5es, ou seja, tinham poucas pol\u00edticas vinculantes, ent\u00e3o havia uma distribui\u00e7\u00e3o de recursos, mas as pol\u00edticas n\u00e3o estavam n\u00edtidas. A lei Paulo Gustavo j\u00e1 \u00e9 uma lei que avan\u00e7a, por exemplo, no sistema, ele j\u00e1 diz que estado e munic\u00edpios precisar\u00e3o aderir ao sistema, precisar\u00e3o ter conselho, precisar\u00e3o ter plano, precisar\u00e3o constituir fundo. A lista descrita as pol\u00edticas que a a\u00e7\u00e3o precisar\u00e1 corresponder a pol\u00edtica nacional est\u00e1 descrita ali. Na linha do audiovisual j\u00e1 tem uma modelagem, uma orienta\u00e7\u00e3o ent\u00e3o \u00e9 uma lei muito mais avan\u00e7ada do que a lei Aldir Blanc I, e ela s\u00f3 vai acontecer agora, ela responde aos efeitos da pandemia, ainda que ela aconte\u00e7a, seja regulamentada no p\u00f3s pandemia, n\u00f3s ainda estamos sob os efeitos que a pandemia nos trouxe, ent\u00e3o \u00e9 uma gera\u00e7\u00e3o inteira que se perde na interrup\u00e7\u00e3o. Qual \u00e9 o pr\u00f3ximo passo? Primeiro avaliar a execu\u00e7\u00e3o da Paulo&nbsp;Gustavo e um dos problemas que n\u00f3s temos \u00e9 a capacidade de levantar dados, informa\u00e7\u00f5es, gerar dados para a continuidade das pol\u00edticas. O Minist\u00e9rio da Cultura lan\u00e7ou um instrucional nativo&nbsp;justamente tratando das quest\u00f5es de levantamento de dados sobre a execu\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas. \u00c9 \u00f3bvio que \u00e9 muito diferente a execu\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica com minist\u00e9rio e outra sem minist\u00e9rio. Ent\u00e3o n\u00f3s executamos a Aldir Blanc com um minist\u00e9rio que n\u00e3o queria executar aquilo. Ent\u00e3o \u00e9 bem diferente de um minist\u00e9rio que acompanha esta execu\u00e7\u00e3o, ou seja, todo o sistema Minc, desde a Secretaria dos Comit\u00eas de Cultura, que tem ali um assessoramento t\u00e9cnico pra estados e munic\u00edpios at\u00e9 quem est\u00e1 mais pr\u00f3ximo as atividades final\u00edsticas, aquelas que chegam mais diretamente ao cidad\u00e3o. O monitoramento dessas pol\u00edticas, o monitoramento dessas a\u00e7\u00f5es vai nos levar a uma outra etapa que n\u00e3o \u00e9 mais a Paulo Gustavo mas a regulamenta\u00e7\u00e3o da Aldir Blanc II, porque agora n\u00f3s j\u00e1 estamos numa fase de regulamenta\u00e7\u00e3o dessa outra lei que ser\u00e1 uma lei que ter\u00e1 execu\u00e7\u00e3o por cinco anos de transfer\u00eancia de recursos tamb\u00e9m de R$ 3 bilh\u00f5es ao ano e que far\u00e1 um equil\u00edbrio entre ren\u00fancia, quando o estado abre m\u00e3o de arrecadar, e o estado investindo diretamente. Percebam que as pol\u00edticas p\u00fablicas do Brasil aconteciam tendo a ren\u00fancia, ou seja, legando pra iniciativa privada a maior parte dos recursos e agora a gente n\u00e3o deixa de investir via ren\u00fancia, via fomento indireto mas agora n\u00f3s temos objetivamente o governo investindo de maneira direta nos estados e munic\u00edpios dando equidade territorial a essas pol\u00edticas e a\u00ed a Lei Aldir Blanc ela materializa o sistema, \u00e9 uma lei mais longeva que n\u00f3s vamos poder experimentar por cinco anos as pol\u00edticas, os planos, dividir responsabilidades, qual \u00e9 o papel da uni\u00e3o do estado e do munic\u00edpio numa pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Fala-se do cen\u00e1rio federal e l\u00e1 a gente tem representantes do estado, como a ministra Margareth Menezes e voc\u00ea tamb\u00e9m na Funarte, e aqui na Bahia a gente tem duas figuras que de certa forma comandam a cultura, Bruno Monteiro representando o estado e aqui em Salvador Pedro Tourinho. Como \u00e9 que voc\u00ea avalia os dois nomes?<\/p>\n\n\n\n<p>Eu fiquei muito feliz quando Pedro foi nomeado secret\u00e1rio e falei isso diretamente ao prefeito Bruno Reis, eu encontrei na lavagem do Bonfim e falei parab\u00e9ns. Ele at\u00e9 riu e sabe que eu me encontrei uma vez com o prefeito, nunca contei isso numa entrevista, o prefeito me recebeu pessoalmente, um encontro bem reservado e n\u00f3s pudemos falar muito de cultura, foi uma reuni\u00e3o muito longa, foi articulada pelo l\u00edder do Partido dos Trabalhadores na C\u00e2mara a \u00e9poca, o pr\u00f3prio prefeito pediu para me conhecer. E foi uma conversa muito longa, que n\u00f3s falamos muito da cultura, porque \u00e9 inadmiss\u00edvel que Salvador com seu potencial cultural n\u00e3o tenha at\u00e9 hoje uma Secretaria de Cultura. Ent\u00e3o \u00e9 algo que \u00e9 muito sintom\u00e1tico da n\u00e3o vis\u00e3o estrat\u00e9gica, da cultura como um lugar de emancipa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o eu tenho muita preocupa\u00e7\u00e3o como a cidade de Salvador l\u00ea a sua pol\u00edtica p\u00fablica de cultura. Ent\u00e3o n\u00f3s temos uma Secretaria de Cultura e Turismo que muitas vezes executa\u00a0or\u00e7amentos que s\u00e3o muitas vezes para o turismo e o turismo \u00e0s vezes \u00e9 empreendimento de orla. Eu sou vereadora de Salvador, estou licenciada, ent\u00e3o pude acompanhar isso muito de perto, o plano municipal de Salvador que n\u00f3s aprovamos, n\u00e3o faz uma previs\u00e3o, por exemplo, or\u00e7ament\u00e1ria, amplia\u00e7\u00e3o de or\u00e7amento. Ent\u00e3o, quando finalmente algu\u00e9m da cultura assume a cultura, isso \u00e9 um avan\u00e7o. E isso demonstrou avan\u00e7os importantes na concep\u00e7\u00e3o e algumas iniciativas muito importantes para trazer a cultura para o centro. Mas ainda acho que a gente tem um passivo por Salvador, n\u00f3s precisamos de uma Secretaria de Cultura que d\u00ea conta dessa ecologia da cultura que n\u00f3s possamos olhar essa pol\u00edtica e agora o papel da uni\u00e3o \u00e9 fazer esse di\u00e1logo de modo que a gente avance n\u00e3o s\u00f3 em Salvador. No caso da Bahia n\u00f3s j\u00e1 fomos o estado de refer\u00eancia nacional. Quando eu sou convidada para a Funarte pela primeira vez, n\u00e3o \u00e9 um convite feito a uma pessoa, ele \u00e9 um convite a uma experi\u00eancia, eu tenho convic\u00e7\u00e3o. N\u00f3s experiment\u00e1vamos as pol\u00edticas mais avan\u00e7adas de cultura do pa\u00eds e n\u00e3o sou eu que estou dizendo, isso \u00e9 um reconhecimento. N\u00f3s temos um curso de excel\u00eancia em gest\u00e3o cultural, o curso de produ\u00e7\u00e3o cultural. A Bahia precisa voltar a ser protagonista na formula\u00e7\u00e3o dessas pol\u00edticas, ent\u00e3o diria que Salvador deve se reconhecer como uma cidade n\u00e3o subordinada ao turismo, mas emancipada pela cultura e diria que a Bahia precisa voltar, mas agora o nosso papel \u00e9 nos somarmos a esse sistema, atuarmos de modo partilhado com solidariedade de modo que n\u00e3o s\u00f3 Salvador, mas todos os munic\u00edpios da Bahia e todos os Estados tenham a cultura como a riqueza de um povo.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea acredita que essa disputa pol\u00edtica em dois polos aqui nosso estado possa de certa forma atrapalhar o avan\u00e7o?\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o acredito. Eu n\u00e3o acredito que quando a pol\u00edtica \u00e9 a s\u00e9rio, a oposi\u00e7\u00e3o ela prejudica. A oposi\u00e7\u00e3o ser levada a s\u00e9rio faz com que o projeto eleito de parte da sociedade, se torne um projeto de toda na\u00e7\u00e3o. Eu acho que todo Executivo tem o papel de governar pra todos e todas e eventuais oposi\u00e7\u00f5es, o contradit\u00f3rio quando levado a s\u00e9rio ele tem o papel de fazer com que um projeto seja governado para toda a popula\u00e7\u00e3o. A pol\u00edtica se faz no contradit\u00f3rio, na diferen\u00e7a. Muitas vezes o consenso expandido pela for\u00e7a do poder \u00e9 extremamente ruim para as concep\u00e7\u00f5es, quando n\u00f3s abafamos certas vozes, a cr\u00edtica, o contradit\u00f3rio. Ent\u00e3o eu acho que a democracia o que republicanismo, s\u00e3o instrumentos que n\u00f3s temos para fazer um mundo em comum e eu acredito muito na pol\u00edtica como o espa\u00e7o de media\u00e7\u00e3o dos conflitos e dos contradit\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>A senhora foi eleita vereadora, ainda est\u00e1 de licenciada do mandato e ainda teve repercuss\u00f5es do mandato mesmo assumindo a Funarte e teve projeto aprovado. Lembro dos cartazes com rela\u00e7\u00e3o as v\u00edtimas de viol\u00eancia sexual tamb\u00e9m. Como tem visto a aprova\u00e7\u00e3o dos projetos aqui em Salvador atrav\u00e9s da C\u00e2mara de Vereadores?<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um orgulho imenso dessa experi\u00eancia legislativa quando aprovamos esses projetos porque o regimento nos autoriza, ent\u00e3o o vereador que est\u00e1 licenciado pode tramitar os seus projetos. \u00c9 a maneira de materializar esse mandato licenciado, essa experi\u00eancia pol\u00edtica. Uma vez eu ouvi de um amigo que eu n\u00e3o sabia a palavra &#8216;vereador&#8217;, ele vem de cuidar das veredas, que \u00e9 cuidar das ruas, da vida. Eu n\u00e3o consigo imaginar nada mais parecido comigo do que essa dimens\u00e3o do cuidado, da vida, rua como espa\u00e7o, onde a vida se materializa. \u00c9 algo muito vivo, \u00e9 algo que se materializa, que se manifesta, \u00e9 uma experi\u00eancia pol\u00edtica que que segue em Salvador e que tem tido impacto. N\u00f3s passaremos por uma elei\u00e7\u00e3o municipal, o tanto de vereadores e vereadoras em muitos outros munic\u00edpios, que est\u00e3o conosco, o espa\u00e7o de partilha dessas experi\u00eancias legislativas, pol\u00edticas, de projeto, isso \u00e9 algo de uma for\u00e7a que acho que muitas vezes pouco percebida mas que eu tenho muita consci\u00eancia da for\u00e7a que a gente deixa na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Falando de pol\u00edtica, o PT de Salvador indicou o nome do deputado Robinson Almeida como pr\u00e9-candidato na disputa pela prefeitura. Queria que a senhora analisasse o nome de Robinson e ele de fato vai ser o candidato de oposi\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>Eu consulto muito o or\u00e1culo e o mais importante do que a resposta \u00e9 a pergunta. Fazer as perguntas certas, e isso n\u00e3o \u00e9 pra voc\u00ea n\u00e3o, muitas vezes \u00e9 mais importante do que a gente vai achar. E acho que a gente ainda n\u00e3o fez a pergunta correta. Acho que o nosso problema querem colocar como se fosse um problema de nome e \u00e9 \u00f3bvio que a democracia brasileira passa por uma crise da representa\u00e7\u00e3o. Eu sou a prova disso, que h\u00e1 uma crise colocada na representa\u00e7\u00e3o e a nossa vota\u00e7\u00e3o expressiva na elei\u00e7\u00e3o mostra como as pessoas querem se conectar com um imagin\u00e1rio de representa\u00e7\u00e3o que possa apontar uma flecha de futuro. Mas acho que a grande quest\u00e3o dessa elei\u00e7\u00e3o \u00e9 quem vai conseguir responder as desigualdades nas cidades. E a\u00ed eu posso falar de Salvador e acho que essa \u00e9 a pergunta que deve nos mobilizar. Eu estive na reuni\u00e3o da executiva, eu defendo candidatura pr\u00f3pria, mas tenho feito insistentemente e acho que o nome de Robinson \u00e9 um nome absolutamente leg\u00edtimo, n\u00e3o acho que tenha nada que desabone, mas penso que n\u00e3o \u00e9 sobre isso que a sociedade de modo mais consciente ou inconsciente est\u00e1 perguntando. Quando Lula se torna o nosso presidente numa elei\u00e7\u00e3o muito dif\u00edcil, \u00e9 \u00f3bvio que havia um nome em torno dele absolutamente consensuado mas n\u00f3s sab\u00edamos muito qual era o projeto que n\u00f3s t\u00ednhamos que defender, estava muito n\u00edtida a ideia e qual era a amea\u00e7a que n\u00f3s corr\u00edamos. E penso que a gente n\u00e3o est\u00e1 tratando da amea\u00e7a que n\u00f3s temos, as amea\u00e7as que a popula\u00e7\u00e3o enfrenta n\u00e3o est\u00e3o na mesa. E eu tenho me concentrado a fazer essas perguntas para termos as melhores respostas.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu nome chegou a ser lembrado em algumas ocasi\u00f5es para encabe\u00e7ar essa disputa na capital. Chegou um momento em que pensou que n\u00e3o seria o nome ou que n\u00e3o se colocou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o ou foi at\u00e9 o final na tentativa de ser uma candidatura vi\u00e1vel dentro do PT?<\/p>\n\n\n\n<p>Houve um momento que o meu nome apareceu do nada, tomei um susto primeiro porque era o \u00fanico nome do PT que aparecia. Achei interessante, mas n\u00e3o me surpreendeu, sobretudo em rela\u00e7\u00e3o a vota\u00e7\u00e3o que a gente tinha tido em Salvador na elei\u00e7\u00e3o de 2022. Ent\u00e3o embora eu n\u00e3o tenha sido votada do partido, eu tinha sido a mais votada da C\u00e2mara de Vereadores de Salvador. Entendia que tinha alguma conex\u00e3o, achava razo\u00e1vel aquilo aparecer ainda que achei curioso. \u00d3bvio que isso nos d\u00e1 uma responsabilidade muito grande e nos chama num papel e eu sabia que eu deveria ter papel em 2024 e acho que desde l\u00e1 a pergunta que eu tenho feito n\u00e3o \u00e9 o que eu farei mas qual papel eu desempenharei. Eu nunca constru\u00ed uma candidatura a prefeitura de Salvador, acho que essas coisas precisam ser constru\u00eddas coletivamente. A candidatura majorit\u00e1ria \u00e9 sempre uma constru\u00e7\u00e3o o mais coletiva poss\u00edvel que envolve n\u00e3o s\u00f3 partidos mas lutas, agendas, agentes, projetos e sempre me coloquei neste lugar. Estou cumprindo um papel nacional hoje t\u00e3o central no Minist\u00e9rio da Cultura que \u00e9 uma pauta, uma pasta t\u00e3o minha que jamais faria um movimento sem alinhamento com a tarefa que hoje eu sou respons\u00e1vel, estou respons\u00e1vel. Mas \u00e9 \u00f3bvio que nenhuma pessoa que est\u00e1 na pol\u00edtica pode se negar a cumprir um papel designado por uma coletividade. Ser da pol\u00edtica significa estar absolutamente a disposi\u00e7\u00e3o para as tarefas n\u00e3o designadas. Sempre foi deste lugar que eu me coloquei, tem uma tarefa nacional, que depende muito de mim, n\u00e3o abrirei m\u00e3o dessa tarefa, mas \u00e9 \u00f3bvio, cumprirei e preciso cumprir papel em 2024 e com um conjunto articulado em que papel e com que tarefa e hoje a gente encontra a\u00ed a presidente do partido Gleisi e penso que vai ser daqui por diante mas sigo querendo que fa\u00e7amos as perguntas mais corretas porque acho que os n\u00fameros de Salvador s\u00e3o alarmantes demais, temos tarefas muito duras pela frente e esses momentos em que a fome, morte, mis\u00e9ria, n\u00e3o podem ser tratados de qualquer maneira, acho que precisa de uma energia muito viva pro combate \u00e0 erradica\u00e7\u00e3o de algo que n\u00e3o pode ser tolerado.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra miss\u00e3o que colocam a senhora \u00e9 a de renova\u00e7\u00e3o pol\u00edtica aqui no Estado. H\u00e1 quem diga que \u00e9 um nome que vai chegar forte nas urnas e representar um novo momento do PT, que passa por uma crise dos &#8220;cabe\u00e7as brancas&#8221;, falam dos cardeais que comandam o partido e que tem uma inger\u00eancia muito forte aqui no estado da Bahia tamb\u00e9m. Como analisa esse cen\u00e1rio de renova\u00e7\u00e3o interna do partido e se de fato o futuro, as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es podem representar essa renova\u00e7\u00e3o efetiva do partido nas urnas?<\/p>\n\n\n\n<p>Eu me filiei ao PT quando o presidente Lula estava preso. \u00c9 muito diferente ser filiado e no momento desse eu fui questionada por todos os ve\u00edculos, n\u00e3o s\u00f3 locais, mas nacionais. Eu estava eleita vereadora de Salvador e minha primeira entrevista, as pessoas me questionaram porque eu me filiei ao PT. Foi muito duro, ningu\u00e9m \u00e9 questionado porque se filiou ao PSL, PL, PP, PSD. Ningu\u00e9m \u00e9 questionado pela sua filia\u00e7\u00e3o para voc\u00ea ver o quanto que \u00e9 duro tomar posi\u00e7\u00f5es em momentos dif\u00edceis e eu sabia que quando eu me filiei obviamente estava vinculada a essa hist\u00f3ria estive em um momento importante da constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas do PT.\u00a0Acho que o PT \u00e9 o partido da democracia brasileira, da redemocratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, \u00e9 o partido da classe trabalhadora e n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 um partido das bases eclesiais.\u00a0\u00c9\u00a0o partido de artistas intelectuais, \u00e9 o partido que a conflu\u00eancia dos diversos movimentos do pa\u00eds que n\u00e3o tinham partido.\u00a0Ningu\u00e9m entende muito as tend\u00eancias do PT, porque o PT \u00e9 um partido de tend\u00eancias. Claro, naquela \u00e9poca haviam v\u00e1rios movimentos de luta e de resist\u00eancia a ditadura que precisavam confluir sem necessariamente ter uma centralidade, ou seja, sem ter que responder uma centralidade. Ent\u00e3o por muitos motivos me sentia muito conectada, alinhada ao partido e muitas vezes tive que responder porque muitas vezes queriam dizer que eu n\u00e3o era PT de verdade. Eu j\u00e1 nasci tanto PT de verdade e se eu n\u00e3o estava aderindo a um campo espec\u00edfico \u00e9 porque tamb\u00e9m tinha uma expectativa de renova\u00e7\u00e3o. O problema \u00e9 que muitas vezes se v\u00ea uma renova\u00e7\u00e3o sob perspectiva geracional ou de novidades de cara e muitas vezes n\u00e3o se debate o que \u00e9 uma agenda de renova\u00e7\u00e3o, porque cabe\u00e7as brancas tamb\u00e9m podem ser renovadas. Marighella partiu para rea\u00e7\u00e3o ao regime militar aos 58 anos, ele era av\u00f4 e ele estava propondo uma renova\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica de combate a for\u00e7a autorit\u00e1ria. \u00d3bvio que represento essa renova\u00e7\u00e3o, \u00e9 \u00f3bvio que tamb\u00e9m questiono a institui\u00e7\u00e3o partido, mas acho que o mais importante agora \u00e9 renovar o projeto pol\u00edtico e \u00e9 isso que eu acho que mais pessoas querem ver quem pode falar, sa\u00eddas para problemas. Responder ao feminic\u00eddio, a fome, a LGBTQIAPN+ fobia, a aus\u00eancia do direito \u00e0 moradia, que possa se insurgir contra o endividamento programado, a condominializa\u00e7\u00e3o da vida, a privatiza\u00e7\u00e3o da vida, a capitaliza\u00e7\u00e3o dos corpos e sobretudo a um projeto de pa\u00eds que n\u00e3o leve ao esgotamento do planeta. Ent\u00e3o as pessoas sabem o que \u00e9 uma agenda sobre preserva\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio, manuten\u00e7\u00e3o das vidas, que o dono do territ\u00f3rio n\u00e3o \u00e9 quem paga as terras, mas quem protege as terras e isso tudo est\u00e1 a construir e \u00e9 essa renova\u00e7\u00e3o que n\u00f3s precisamos reivindicar.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte Bahia Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Licenciada do mandato de vereadora de Salvador e atuando na dire\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes (Funarte) desde fevereiro deste ano, Maria Marighella (PT) concedeu entrevista ao Bahia Not\u00edcias na \u00faltima sexta-feira (25) e fez um balan\u00e7o das a\u00e7\u00f5es do \u00f3rg\u00e3o. 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