{"id":9490,"date":"2024-05-08T12:12:28","date_gmt":"2024-05-08T15:12:28","guid":{"rendered":"https:\/\/pitubaemfoco.com.br\/?p=9490"},"modified":"2024-05-08T12:12:30","modified_gmt":"2024-05-08T15:12:30","slug":"antes-da-chuva-rs-tinha-expectativa-de-ampliar-em-46-safra-de-graos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pitubaemfoco.com.br\/index.php\/2024\/05\/08\/antes-da-chuva-rs-tinha-expectativa-de-ampliar-em-46-safra-de-graos\/","title":{"rendered":"Antes da chuva, RS tinha expectativa de ampliar em 46% safra de gr\u00e3os"},"content":{"rendered":"\n<p>As chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul tamb\u00e9m afetaram a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria. Mortes de animais, perda de lavouras e estragos \u00e0 semeadura de pastagens de inverno s\u00e3o alguns dos danos provocados ao agroneg\u00f3cio do estado.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Antes das chuvas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) estimava que a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas do Rio Grande do Sul cresceria 46,4% neste ano, em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, e passaria a responder por 13,3% do total nacional, encostando no Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>O Rio Grande do Sul responde, por exemplo, por 70% da produ\u00e7\u00e3o nacional do arroz. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 soja, a lavoura do estado representou 8,4% do pa\u00eds em 2023 e, com o crescimento esperado para este ano, passaria a representar 14,8%, ficando atr\u00e1s apenas de Mato Grosso.<\/p>\n\n\n\n<p>O estado tamb\u00e9m se destaca na pecu\u00e1ria. Em 2023, ocupou a terceira coloca\u00e7\u00e3o entre aqueles que mais abateram frangos e su\u00ednos. Foi tamb\u00e9m o quarto maior produtor de ovos e o quinto entre os produtores de leite.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda n\u00e3o h\u00e1 um quadro completo do preju\u00edzo e, portanto, quanto isso afetar\u00e1 a estimativa feita anteriormente pelo IBGE. O presidente da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gede\u00e3o Pereira, disse que os impactos foram diferentes em cada regi\u00e3o.chuv<\/p>\n\n\n\n<p>No litoral, por exemplo, houve grande perda de lavouras de soja e alagamento de silos de arroz. \u201cO litoral foi seriamente impactado na cultura da soja, que ficou embaixo d\u2019\u00e1gua. Isso \u00e9 perda total. Mas j\u00e1 pegou bastante adiantada a colheita do arroz, acima dos 70%, 80%, o que colocou o arroz a salvo, a n\u00e3o ser por algum silo que ficou com 1 metro de \u00e1gua em sua base\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra \u00e1rea com muitas perdas foi a regi\u00e3o central do estado. \u201cNos munic\u00edpios da chamada Quarta Col\u00f4nia \u2013 Santa Maria, Lajeado \u2013 a enchente levou praticamente tudo dos produtores. N\u00e3o s\u00f3 a poss\u00edvel colheita, como tamb\u00e9m o maquin\u00e1rio e animais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No norte do estado, o principal impacto para o agroneg\u00f3cio foram os danos \u00e0 infraestrutura, que causam problemas no escoamento de produtos derivados de frango, su\u00ednos e bovinos e tamb\u00e9m na chegada de ra\u00e7\u00e3o para esses animais.<\/p>\n\n\n\n<p>A essa altura do campeonato, nessa regi\u00e3o a \u00e1gua j\u00e1 baixou, mas [o setor] est\u00e1 paralisado. Alguns criat\u00f3rios est\u00e3o isolados, ainda sem a possibilidade de a ra\u00e7\u00e3o chegar at\u00e9 eles. Os produtores de leite n\u00e3o conseguem chegar \u00e0 ind\u00fastria, \u00e0s vezes essa ind\u00fastria est\u00e1 submersa\u201d, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor t\u00e9cnico da Empresa de Extens\u00e3o T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural do estado (Emater-RS), Claudinei Baldissera, afirmou que o setor agropecu\u00e1rio ga\u00facho foi severamente afetado. O impacto s\u00f3 n\u00e3o foi maior porque, segundo ele, 76% da soja e 83% do milho plantados no estado j\u00e1 tinham sido colhidos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA \u00e1rea cultivada de soja foi de 6,68 milh\u00f5es de hectares, ent\u00e3o isso significa dizer que ainda temos 1,6 milh\u00e3o de hectares para serem colhidos. Provavelmente muitas lavouras nem ser\u00e3o colhidas. E a qualidade do gr\u00e3o daquelas lavouras que ser\u00e1 poss\u00edvel colher certamente ser\u00e1 muito baixa, com valor comercial prejudicado\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>O per\u00edodo de semeadura de gr\u00e3os de inverno, como o trigo e a aveia, produtos que t\u00eam o Rio Grande do Sul como um dos maiores produtores nacionais, ainda n\u00e3o come\u00e7ou, portanto n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber se haver\u00e1 impacto ou n\u00e3o nessas lavouras.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Baldissera, pelo menos o plantio de pastagens de inverno (que servem de alimento para o gado) foi prejudicado, uma vez que as sementes j\u00e1 estavam em per\u00edodo de germina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcredito que ainda h\u00e1 tempo [para a semeadura]. Estamos perfeitamente dentro da janela de plantio, que acontece em junho, julho. Inclusive, este poder\u00e1 ser um ano interessante para a lavoura de trigo e outros cereais de inverno. Mas, claro, houve, sim, algum estrago laminar [do solo], uma eros\u00e3o e uma vo\u00e7oroca que apareceu\u201d, explicou Pereira.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do peso do Rio Grande do Sul na agropecu\u00e1ria nacional, nem Pereira nem Baldissera acreditam que haver\u00e1 grandes impactos no abastecimento de produtos aliment\u00edcios para o resto do pa\u00eds. \u201cPelo tamanho do agro no Brasil, pelo tanto que se cultiva, n\u00e3o acredito que haver\u00e1 impacto severo [no abastecimento]\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Pereira advertiu, no entanto, que pode haver algum impacto no fornecimento de arroz e, em um curto prazo, da carne de frango.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDe qualquer maneira, temos estoque suficiente [de arroz] para chegarmos \u00e0 pr\u00f3xima safra\u201d, disse o presidente da Farsul. \u201cPode ter algum impacto na avicultura. A ind\u00fastria do frango ficou um pouco abalada, esperamos que de forma tempor\u00e1ria. A\u00ed pode ter sim algum tipo de abalo, no curto prazo, porque acreditamos que isso possa ser rapidamente restabelecido, uma vez que \u00e9 uma ind\u00fastria muito \u00e1gil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro da Agricultura, Carlos F\u00e1varo, se reuniu nessa ter\u00e7a-feira, por videoconfer\u00eancia, com 111 sindicatos rurais e com a Farsul. A Federa\u00e7\u00e3o ga\u00facha apresentou algumas demandas para ajudar o setor agropecu\u00e1rio do estado a lidar com os estragos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as reivindica\u00e7\u00f5es da Farsul est\u00e3o a prorroga\u00e7\u00e3o das parcelas de custeio, investimento e comercializa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de cr\u00e9dito para a reconstru\u00e7\u00e3o da estrutura produtiva e para permitir redu\u00e7\u00e3o da alavancagem com credores, com juros mais baixos e de forma simplificada.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Agricultura, por sua vez, anunciou que importar\u00e1 at\u00e9 1 milh\u00e3o de toneladas de arroz para abastecer pequenos mercados, em periferias das cidades e nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, a fim de evitar aumentos de pre\u00e7os resultantes de problemas no escoamento e perdas nas produ\u00e7\u00f5es do cereal.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: A Tarde <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul tamb\u00e9m afetaram a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria. 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